“Em qualquer época somente 3% do mercado está à procura de um novo emprego,” diz Jeremy Miller, da LEAPJob, uma firma de recrutamento de vendas baseada em Toronto, Canadá especializada em recrutamento de profissionais de vendas B2B. “Esse é o percentual de pessoas que posta seus currículos no correio, em sites de emprego ou candidata-se nas aberturas de vagas. É um mercado ativo, altamente competitivo, mas está ficando excessivamente difícil encontrar um grande talento nesta pequena população.”
Miller diz que muitas companhias estão começando a perceber que o verdadeiro ouro está em 97% das pessoas que não olham ou não estão interessados em oportunidades de emprego no momento. Mas isto não significa que você deve ignorá-los. Miller diz que aproximadamente 30% daqueles 97% provavelmente nunca verão sua companhia como um lugar para trabalhar por uma razão ou outra. Contudo, os outros 67% podem não estar prontos, mas você tem de mantê-los na mira para o futuro. Por que?
“As coisas podem e realmente vão modificar-se neste mundo e essas pessoas conseqüentemente procurarão uma nova posição, juntando-se aos 3% de candidatos de emprego ativos,” diz Miller. “A grande jogada dos empregadores deve ser estar preparado para quando eles procurarem sua próxima oportunidade de carreira.
“Para engajar este grupo de pessoas, as companhias têm de considerar modos de comunicar-se e criar o valor a seus próprios vendedores nos seus empregos cotidianos,” diz Miller. “O modo tradicional de empregar esta multidão é por gerentes de vendas. Talvez eles tenham uma lista de “talentos-alvo” e convidem-os para almoçar ou encontrá-los em uma base trimestral para construir uma relação. Esta é uma tática muito relevante e cada gerente de vendas deve ter uma pronta para ser usada. Já para alcançar um nível acima, a atividade do gerente de vendas sozinha não é bastante.”
Para captar esta “multidão passiva” em uma escala corporativa, Miller diz tirar proveito da Web 2.0 (O termo Web 2.0 é utilizado para descrever a segunda geração da World Wide Web –tendência que reforça o conceito de troca de informações e colaboração dos internautas com sites e serviços virtuais. A idéia é que o ambiente on-line se torne mais dinâmico e que os usuários colaborem para a organização de conteúdo).
“A web 2.0 permite que entreguemos, de forma rentável, o conteúdo e informação que este público deseja,” diz Miller. “Há muitas oportunidades para as organizações terem uma voz e empregar aqueles indivíduos que não estão buscando empregos ativamente (talvez eles estejam no futuro).”
Miller fornece este exemplo; “se a sua organização é conhecida por sua capacidade técnica, você pode fazer com que seus engenheiros compartilhem o seu conhecimento pela Internet,” ele diz. “Isto alavanca o reconhecimento de marca – algo que todo vendedor amaria. É também barato criar um blog e estar envolvido numa rede social. Você pode usar tudo isso e o seu site para falar com o seu público e dar-lhes algo interessante, Isto dá destaque ao nome de sua organização e o posiciona na mente de possíveis futuros candidatos.”
As companhias também estão usando a filantropia direcionada para destacar-se nos mercado dos jovens de 18 a 24 anos. Ao invés de doar dinheiro, eles estão criando programas que envolvem seu público, permitindo a companhia conectar-se a um público maior.
Para gerar atenção, Miller também aconselha usar relações públicas para destacar sua mensagem nos meios de comunicação de massa – publicação de artigos e entrevistas para ganhar reconhecimento e destaque.
“Você pode começar com um núcleo onde você faça algo pequeno para um público específico,” diz Miller. “Ou você pode lançar uma campanha nacional que usa RP, publicidade, e ligação em redes sociais – junte todos esses componentes para fazer de sua companhia a ‘primeira escolha.’”
Fonte: Selling Power Hiring & Recruiting www.sellingpower.com